Como minerar bitcoins? : brasil - reddit

Brasil Bitcoin

**BRASIL BITCOIN** Notícias, perguntas, descubra, denuncie. Tudo sobre **Bitcoin** aqui e no mundo. Bitcoin é a moeda da Internet: um dinheiro descentralizado e com alcance mundial. Diferente das moedas tradicionais como o dólar, os bitcoins são emitidos e gerenciados sem qualquer autoridade central que seja: não existe governo, empresa ou banco no comando do Bitcoin. Dessa forma ele é mais resistente a inflações selvagens e bancos corruptos. Com o Bitcoin, você pode ser seu próprio banco.
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Bitcoin mentioned around Reddit: O que a onda da mineração tem feito com o preço de GPUs... /r/brasil

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Opinião sobre economia e dinheiro

Ultimamente tenho feito bastantes posts sobre a minha vida no Reddit, no entanto reparo que raramente faço um post relativamente às minhas ideologias. O que eu quero dizer é, que embora eu fale constantemente da minha vida e faça bastantes tentativas humorísticas raramente dou a minha opinião sobre um assunto sério, sem tentativas humorísticas ou bitaites sobre a minha vida. Hoje gostaria de falar sobre crise, as minhas opiniões sobre crise e as maneiras de resolver.

Introdução
Aqui há alguns anos eu escrevi um documento chamado “Como resolver a crise? - Teoria Especulativa da Divida Flutuante”, que podem sacar aqui. Eu sei que isto parece bué de estranho, mas eu cheguei a mandar um esboço sobre este documento ao Passos Coelho, e ele respondeu, melhor dizendo não me respondeu, o secretariado dele acusou a receção dois ou três anos depois. Também mandei ao então presidente, o senhor Cavaco Silva, mas em retrospetiva e apesar de eu ter obtido uma resposta que pessoalmente não acrescentou nada, eu não o deveria ter feito, porque a ideologia do Sr Cavaco Silva é bem diferente da minha. O Cavaco é notoriamente gastador e tende a gerir-se mal com poucos recursos, conheci bastante gente que me falou que ele poderia ter muitas qualidades, mas saber poupar nos gastos não era um deles. Hoje eu gostaria de explicar as bases da minha teoria, por favor tenham em atenção que o documento acima está desatualizado, entretanto eu ganhei mais experiência, também ganhei outras perspetivas que o Carlos de 2012 não tinha com certeza…

O problema
Muito resumidamente, o problema da economia atual é que é cíclica, eu gosto de comparar a economia mundial a um relógio mecânico, basta um dente partir e o relógio deixa de funcionar. Eu acredito que a razão para haver tantas crises no último século foi exatamente o facto de vivermos em ciclos, em 2013 eu não consegui pensar numa solução para o problema, só consegui pensar num remedeio…

Desperdício de recursos monetários
O que eu vou dizer vai soar uma barbaridade, no entanto algumas pessoas têm demasiado dinheiro que não lhes devia ser retirado em massa. É óbvio que todos têm direito a viver dignamente, mas algumas pessoas têm simplesmente demasiado dinheiro. Tanto dinheiro de facto que não sabem o que fazer com ele, e por isso usam-no de forma pouco sábia. Eu não estou a dizer que todos os milionários são gastadores burros, mas eu posso citar bastantes, só a título de exemplo, Mike Tyson. Se imaginarmos a lógica do relógio mecânico, há roldanas pequenas e roldanas grande, uma roldana grande pode causa bastante mais estrago que uma pequena. Numa economia cíclica onde todos os recursos estão conectados e todos vivemos de forma comum, uma pessoa que não tenha capacidade e astúcia para gerir o seu dinheiro pode causar um dano enorme.

Uma solução
O meu problema, no entanto, não é porque eu ache que certas pessoas não deveriam ter dinheiro, eu apenas acredito que o modelo económico favorece períodos alternados de crise e prosperidade. Não é bom viver entre extremos, o importante é viver no meio termo, na ideologia budista, Buda passou por períodos de extrema fome e desgraça e de grande abundância e riqueza e aprendeu que nem excesso nem falta são bons, o que é bom é ficar lá no meio. O importante é ter apenas o suficiente, pelo que acredito que constante inflação, atribuição excessiva de dinheiro, criação de megacorporações, etc, etc, foca-se muito na centralização de recursos. O importante é descentralizar, por exemplo eu acredito muito no modelo do bitcoin e acredito que tem muitas perspetivas de futuro. O modelo do bitcoin é o de que existe um número limitado de bitcoins que são atribuídas devido a um esforço (neste caso quebrar blocos), a lógica do bitcoin é a de que um bitcoin é cada e cada vez mais difícil de se conseguir e estes como estes ficam cada vez mais raros e difíceis de obter, também lhes é atribuído um valor maior, ao mesmo tempo cada transação em bitcoin tem um determinado valor, e o valor debitado, quando estes bitcoins acabarem será utilizado para criar novos bitcoins com um valor de face apropriado… O único erro que eu vejo no modelo do bitcoin é que pessoas com mais recursos conseguem mais facilmente minerá-los pois com o passar do tempo o equipamento para este é mais caro e só pessoas com capital prévio podem se aventurar na mineração deste… Logo o modelo não é muito inclusivo a não ser que se entre no modelo logo do inicio, e mais uma vez permite a acumulação de riqueza, mas é sempre melhor entre alternância entre privatizações e nacionalizações, impressão de dinheiro para resolver problemas económicos e corrupção que leva muitas vezes a crises…
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Monero "Garfo Duro" a 9 de Março

ASICs, ou circuitos integrados específicos da aplicação, são um tópico polarizador na indústria de criptografia mais ampla. Alguns projetos blockchain, como o Bitcoin e o Litecoin, adotaram essa forma de segurança de rede, permitindo que esse subconjunto de máquinas de mineração seja distribuído gratuitamente. Ainda outros empreendimentos, incluindo Ethereum e Monero, estão buscando ativamente sufocar ASICs.
Embora o progresso nessa área tenha sido em grande parte retardatário, a Monero tornou-se pioneira neste espaço controverso. A equipe de desenvolvedores por trás do projeto centrado na privacidade pretende consolidar esse tema nas próximas semanas, à medida que procura colocar um foco em torno dos ASICs habilitados em seu mecanismo de consenso baseado no CryptoNight.
De comunidades a infestações de ASIC Monero, uma das primeiras altcoins de sucesso, tem sido um projeto de base desde o primeiro dia. O projeto, lançado no meio da calmaria do mercado em 2014, estava focado em fornecer fungibilidade e descentralização para internautas que tinham consciência da privacidade. Embora o projeto tivesse uma premissa sólida – uma que os descentralizadores pudessem adotar -, a adoção em estágio inicial era limitada.
No entanto, desde a fatídica data de lançamento do Monero em abril de 2014, o projeto cresceu em popularidade, com seu protocolo supostamente anti-ASIC Proof of Work (PoW) permitindo que Joes e Jills comuns iniciassem suas carreiras de mineração com o pé direito. No entanto, isso mudou no final de 2017 / início de 2018, quando começaram a surgir rumores de que, em algum ponto do éter, havia quantidades copiosas de ASICs “secretos” inéditos consumindo boa parte da XMR extraída.
Depois de muita deliberação e protestos da comunidade, a equipe de desenvolvimento do Monero colocou o pé no chão, revelando que estaria impondo uma espécie de proibição aos ASICs, mudando os protocolos PoW várias vezes por ano. O primeiro turno do PoW, que veio na forma de um garfo duro para toda a rede, veio em abril de 2018. Esse garfo anti-ASIC chegou bem a tempo, enquanto a Bitmain, mineradora de criptomoedas, lançou sua máquina X3 Monero apenas algumas semanas antes. O hashrate de Monero caiu de 1.000 megahashes para 150 megahashes nos dias após o garfo.
O segundo fork, que veio junto com a ativação da solução de escala conhecida como “Bulletproofs”, veio em outubro. Embora não tenha sido tão bem sucedido quanto o primeiro, essa mudança na guarda do PoW reduziu a atividade de mineração da rede pela metade, de acordo com a BitInfo.
O Monero pretende replicar este sucesso novamente com um evento recentemente confirmado de calibre similar.
Hard Fork a 9 de Março De acordo com um recente post no Reddit da autoproclamada “ASIC Bricker,” Sech1, os desenvolvedores do Monero confirmaram que o próximo movimento para impedir a propagação de ASICs será ativado no bloco 1.788.000. Em uma discussão em grupo, o desenvolvedor Moneromoo divulgou que a bifurcação será ativada na ramificação 0.13 do projeto, o que significa que, além do sistema PoW atualizado, nenhum novo recurso notável verá a ativação.
Se a história é um indicador, a bifurcação prevista para acontecer em 9 de março – a apenas quatro semanas de distância – o hashrate do Monero despencará, conforme ASICs rodando a mais recente iteração do blockchain CryptoNight se tornar redundante pela terceira vez em um ano.
A decisão de seguir em frente com esse garfo difícil surge quando a pesquisa da MoneroCrusher, um analista do setor sob pseudônimo, revelou que, do jeito que está, mais de 85% da atividade de mineração atual poderia ser apoiada por XMR ASICs. Em um estudo aprofundado publicado no Medium, o pesquisador independente afirmou que depois de analisar as nonces, um número aleatório gerado no processo de mineração, surgiu um padrão.
Depois de escavar ainda mais, a MoneroCrusher determinou que o padrão nonce mostrado nos blocos Monero nos últimos meses indicava que um número substancial de ASICs estava sendo eliminado, adquirindo XMR no processo. Na verdade, usando dados de outro analista, a SChernykh, e o Laboratório de Pesquisas Noncesense, a MoneroCrusher concluiu que aproximadamente 5.400 peças de equipamentos de mineração especializados atualmente têm uma posição na cadeia. Mas prepare-se para assistir a essa queda no número em 9 de março.
fonte: blockonomi
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/r/oBitcoin FAQ - Novatos por favor leiam

Bem vindo ao /oBitcoin FAQ fixada

O texto que se encontra aqui foi desenvolvido por Mtzrkov e outros em Github.com/btcbrdev/oBitcoin e está em domínio público para ser usado livremente por qualquer um.

O que é bitcoin?

Bitcoin (BTC ou XBT) é o primeiro e mais importante dinheiro eletrônico sem autoridade central, baseado numa tecnologia open-source inédita chamada Blockchain, que foi desenvolvida por Satoshi Nakamoto em janeiro de 2009. Essa tecnologia permite a criação de um "banco de dados" confiável P2P (ponto-a-ponto), o que abre caminho para muitos tipos de inovação, sendo uma delas o próprio bitcoin e outras como contratos descentralizados, por exemplo.
Nota: normalmente emprega-se "Bitcoin" em maiúsculo para se referir ao protocolo (baseado na tecnologia Blockchain) e em minúsculo "bitcoin" para se referir a uma unidade da moeda.
O Bitcoin, além de um bem digital, pode ser considerado também um sistema de pagamento, totalmente independente de qualquer sistema já existente, como cartões de crédito, Paypal, bancos e outros. Sua capacidade atual estimada é de 7 transações por segundo, mas essa capacidade pode ser aumentada com o passar do tempo se houver necessidade. Por ser puramente digital e distribuído, o Bitcoin funciona 24/7 e tem alcance mundial, além de ter locais especializados de troca pela moeda local (chamados exchange) nas principais cidades do mundo.
A segurança da rede do Bitcoin, ou seja, o que garante que não existirá um chamado "gasto duplo" do mesmo dinheiro, é o consenso da rede P2P feito pela validação das transações por parte dos mineradores. Para que um minerador consiga incluir um bloco válido na rede, ele precisa utilizar um grande poder computacional. O processo de mineração consiste na realização de cálculos matemáticos para a seleção de quais transações válidas serão incluídas no próximo novo bloco do Blockchain, excluindo aquelas que tiveram uma tentativa de "gasto duplo" naquele período. Cada nó da rede, além dos mineradores, também é capaz de verificar a validade das transações incluídas no bloco. É nesse processo também que aparecem os "bitcoins ainda não descobertos". A distribuição dos bitcoins é feita de forma previsível, tendo uma queda de recompensa pela metade de 4 em 4 anos. Serão encontrados no máximo 21 milhões de unidades da moeda.

Quanto vale um bitcoin?

O preço de mercado de um bitcoin é determinado através da lei da oferta e da procura, portanto estando sujeito a variações de preço por causa de acontecimentos políticos e econômicos (como desvalorização e inflação de moedas estatais, conflitos, maior demanda por Bitcoin etc).
Assim como nas moedas estatais, o preço do bitcoin varia e pode ser diferente dependendo do lugar em que for negociado.
Se você for comprar dólares no Brasil, você terá que procurar uma casa de câmbio que poderá ter a cotação de R$ 3,00 por dólar, por exemplo. Caso vá a outra casa de câmbio, você poderá notar que o preço poderá ser ligeiramente diferente, além das taxas também variarem. Com o Bitcoin não é diferente. Essa variação entre as exchanges (nome comumente usado para se refererir aos locais de compra e venda de bitcoin) são equilibradas pelo mercado através de operações de arbitragem (comprar num lugar mais barato e vender num mais caro).
Para se ter uma ideia do preço médio do bitcoin, você pode dar uma olhada em sites como os que seguem:
Para um gráfico do preço ao longo do tempo, acesse:

Volatilidade

Por ser uma moeda ainda muito recente (inventada em jan/2009) e ainda não muito utilizada, seu preço de mercado ainda é muito volátil. Isso faz do bitcoin um investimento de risco atualmente. O preço tende a ficar mais estável ao longo do tempo, quando o mercado puder definir com mais exatidão seu "preço real". As oscilações também tendem a diminuir conforme o seu market cap (quantidade de moedas x preço) aumentar. Hoje (2015) o market cap do bitcoin é de US$ 3 bi, o que pode ser considerado pouco se comparado ao valor de algumas empresas como a Dell (US$ 24 bi) ou ainda de outras commodities como o ouro (US$ 2.600 bi).
Para um gráfico da volatidade ao longo do tempo, acesse:

Como obter bitcoins?

O bitcoin é um bem digital e assim como outros bens, pode ser adquirido de diversas formas:

1. Negociação direta (P2P / pessoa a pessoa)

Uma das maneiras mais baratas de se negociar bitcoins, porque não tem taxas, é comprando diretamente de outras pessoas que já possuem a moeda. As duas partes chegam a um acordo de preço e a troca é feita. Geralmente quem tem menos reputação entrega o bitcoin ou a moeda local primeiro.
Por ser uma maneira relativamente arriscada, pois não há um mediador para casos de descumprimento de uma das partes, a reputação de alguém deve ser muito considerada. Exemplo: prefira negociar com alguém do seu círculo de amizades (rede de confiança), alguém que você confie muito como familiares e amigos, ou por uma indicação (amigo de amigo). Se a outra parte tem uma reputação duvidosa, prefira negociar aos poucos (divida os valores em várias partes menores e vá trocando aos poucos).
Algumas ferramentas auxiliam nesse processo de reputação e rede de confiança, sendo elas:

2. Negociação indireta (com intermediário)

Outra forma de se negociar bitcoins (e essa provavelmente é a maneira mais conveniente, embora não seja a mais barata) é utilizando um intermediário que viabilize a compra e venda de bitcoins entre pessoas interessadas. Esses intermediários são as "corretoras" ou "bolsas" de bitcoins (mais conhecidas por exchanges).
Essas corretoras fornecem um serviço de intermediação entre compradores e vendedores de bitcoin, cobrando uma taxa para tal. Por causa disso o bitcoin nas corretoras tem um preço final um pouco mais alto do que se fosse comprar de outras maneiras, mas devido ao altíssimo volume, uma operação pode ser realizada instantaneamente.
Além de usar exchanges, você também pode encontrar um intermediário na relação P2P, tornando-a mais segura. Exemplo: um amigo em comum, que pode levar uma comissão previamente combinada para intermediar as duas partes.
Você pode conferir uma lista de corretoras no ExchangeWar. Algumas das principais corretoras brasileiras são:

Onde gastar bitcoins?

Hoje é virtualmente possível gastar os bitcoins em qualquer lugar, usando algum intermediário para trocá-los imediatamente sob demanda por alguma moeda local, como numa exchange ou com serviços como Neteller, Xapo ou Gyft.
Alguns locais porém já aceitam a moeda digital diretamente, como é o caso da Microsoft, Dell e Overstock, além de inúmeras outras ao redor do mundo.
Confira uma lista com mais de 100 mil lugares que já aceitam diretamente o bitcoin em SpendBitcoins ou no CoinMap.
Segue algumas listas de locais que aceitam bitcoin no Brasil:

Como minerar bitcoins?

Para minerar bitcoins você precisa executar um software em um computador especializado (ASIC) que possa realizar uma grande quantidade de operações matemáticas demandada pelo sistema de consenso P2P do bitcoin.
Logo após a criação do Bitcoin em 2009, era possível e rentável minerar bitcoins utilizando o processamento de computadores pessoais (através de simples processadores e placas de vídeo), mas com o tempo essa atividade deixou de ser rentável e tornou-se praticamente impossível para tais máquinas. Isso aconteceu pois o interesse no Bitcoin aumentou muito, trazendo assim mais pessoas para a mineração e impulsionando uma corrida por maior quantidade de processamento. Com o avanço da tecnologia e o aumento do interesse por Bitcoin, mais poder de processamento foi adicionado à rede Bitcoin e isso resultou em um aumento da dificuldade para se encontrar novos Blocos.
Essa é uma característica do protocolo Bitcoin: quanto maior o poder de processamento da rede, maior a dificuldade para se minerar bitcoins - ou seja, maior a dificuldade para se descobrir novos Blocos. Um bloco é um arquivo que possui uma identificação (data, hora e informações genéricas) e um registro das transações (movimentação de bitcoins entre endereços) mais recentes. Resumidamente, os mineradores são uma forma de manter a rede Bitcoin segura e operante, algo que demanda muito poder de processamento (o que torna inviável o uso computadores de propósito geral para tal fim) e que, como retribuição por essa tarefa importante, gera uma recompensa em bitcoins pelo trabalho.
Todas as transações, ou seja, as movimentações em bitcoins realizadas entre endereços (carteiras), são anônimas pois se caracterizam como uma transferência de fundos de um endereço Bitcoin para outro, que, embora tenham relação indireta com pessoas reais, não possuem uma relação direta. Ou seja, não é possível dizer com absoluta certeza que determinada pessoa é detentora de um endereço a menos que ela diga isso em algum lugar - o que torna o Bitcoin algo pseudônimo, não anônimo (você é anônimo apenas se quiser e tiver conhecimentos para tal). Todas as transações da história da rede Bitcoin são públicas e podem ser conferidas em sites como o Blockchain Info.
Então...é impossível minerar hoje em dia num PC comum ou notebook? Sim, mas não é lucrativo. Para isso existem os ASICs (Circuitos Integrados de Aplicação Específica, em inglês Application Specific Integrated Circuits), hardwares específicos para mineração. Há uma lista na Bitcoin Wiki, em inglês, onde estão listados todos os ASICs disponíveis no mercado e também placas gráficas e processadores. É importante notar que embora seja possível minerar bitcoins, não é algo recomendado aos brasileiros, uma vez que o equipamento é caro, importado e possui taxas de importação - além da energia elétrica brasileira, que inviabiliza totalmente o processo.
Nota: Em processo de desenvolvimento: Guardando seus bitcoins e Ganhando bitcoins.

Unidades comuns do bitcoin

Unidade Abreviação Quantidade em bitcoin Uso Nome alternativo
Bitcoin BTC 1,00000000 Unidade básica, usada no client padrão. XBT
millibit mBTC 0,00100000 Padrão em diversos serviços. -
bit μBTC 0,00000100 Possível novo padrão a ser adotado. microbit
Satoshi - 0.00000001 Frequentemente usado para negociar altcoins, menor unidade possível. -

Comunidade brasileira

submitted by felipelalli to oBitcoin [link] [comments]

IAMAS 2014. Entrevistas com quem faz o Bitcoin acontecer no Brasil

Lista de todas as entrevistas q o Bitcoin Brasil Reddit promovel até agora.
Se você tem alguma pessoa relacionada com bitcoin e que você gostaria que fosse entrevistada no formato IAMA, é só mandar o nome.
submitted by allex2501 to BrasilBitcoin [link] [comments]

CARTA DE RICK FALKVINGE SOBRE O HARD FORK DO BITCOIN E RUMOS

CARTA DE RICK FALKVINGE NA SUBREDDIT /BTC SOBRE O HARD FORK DO BITCOIN E RUMOS Traduzido por Criptonauta – https://reddit.com/useCriptonauta
Alguns conselhos para o Classic e apoiadores
Então parece que o hard fork está acontecendo. Muitas pessoas têm lutado duro e por bastante tempo para aumentar o limite do blocksize, usando maneiras variadas, e parece estar finalmente acontecendo.
O Core não aproveitou a última oportunidade disponível para incluir um aumento do limite do blocksize no 0.12, mas anunciou um candidato a lançamento sem essa característica. Então é isso, é quando o fork acontece ou não acontece. Nesse momento, baseado no apoio anunciado, o fork parece estar seguindo adiante. Muitas pessoas que apoiam o Classic estão sentindo um grande alívio, mesmo se pessoas saibam que esse esforço não está feito até que o gatilho do blocksize tenha sido ativado na rede. Está longe disso nesse momento – nem mesmo há um código lançado. Mas tudo parece estar indo na direção certa.
É importante refletir sobre como isso é mais do que uma discussão sobre funcionalidades. Essa é uma eleição do que as pessoas decidem vem a decidir as funcionalidades direção, qualidade e visão seguem adiante. E como Satoshi declarou, há apenas uma coisa que determina o resultado da eleição: qual código está produzindo a corrente mais longa. É assim que a democracia do bitcoin funciona, bem assim.
Essa não é uma seleção de funcionalidades. É muito maior do que isso. É uma eleição de governança e administração para o futuro.
Como na maioria das eleições, sempre há muita animosidade – em ambas as direções. Assim, calcanhares bateram firme, valas se tornaram trincheiras e preferências se tornaram prestígio, as pessoas estão começando a chamar umas às outras e a acusar o outro lado por não trabalhar no que é melhor para o bitcoin, e ativamente citando nomes específicos em contextos negativos.
Quando aqueles no poder fazer isso a você, você está sentindo tudo no livro entre ressentimento, menosprezo e ultraje. É fácil fazer a mesma coisa de volta. Há até mesmo sugestões de que o Core está deliberadamente sabotando o bitcoin em benefício de... uma seleção de atores.
Isso cria uma cultura tóxica levando ao ponto da eleição, onde as pessoas estão com medo de tomar atitudes positivas ao bitcoin em antecipação de toda a atenção negativa que se segue – pois em tal ambiente, praticamente toda a atenção será negativa.
Isso não ajuda aquelas pessoas incumbentes de posições de poder tenderem a “fazer aquilo que elas devem, porque elas podem” de forma a preservarem o status quo, não importa o quão pequena ou insignificante aquela incumbência seja – isso inclui tudo desde o apagamento de discussões pelo Theymos, via tolos ataques DDoS a nodos XT, à venenosa requisição de pull ao Classic, sobre matar todo o investimento em hardware de mineração. Ações como essas não são totalmente desculpáveis, mas eles ainda são humanos: pessoas tendem a cometer o erro muito humano de deixarem os fins justificarem os meios, com os fins sendo aquilo que acreditam ser o melhor para a rede bitcoin.
É claro, outras pessoas discordam do que é melhor para a rede bitcoin, e a toxidade segue até que o conflito seja resolvido. E além. A toxidade irá permanecer até que ativamente removida pela liderança.
É a responsabilidade do vencedor em qualquer racha terminar a tóxica cultura de animosidade de hostilidades e adversarialismo pessoal. Eu não posso reforçar isso o suficiente.
A história é cheia de exemplos onde os vencedores se recusaram a viver junto com os perdedores e reconstruírem juntos o mundo uma vez que o conflito foi resolvido. Isso nunca termina bem. Por outro lado, onde o oposto é verdade – o fim da segregação da África do Sul por Mandela como presidente me vem à mente como um bom exemplo de liderança aqui – pessoas aprendem a deixar a animosidade para trás.
Existe um thread muito upvoted sobre manter a moral alta no /btc, o que me faz feliz. Contudo, um esforço como o que estou descrevendo vai além de não se comportar mal. O lado vencedor deve ativamente assumir a responsabilidade pela reconciliação.
Muitas pessoas que submeteram código para o Core (e anteriormente) são coders habilidosos, e no final, trabalhando por suas visões. Essa visão não tem que ser incompatível com a visão do Classic, de forma alguma – pode ser apenas uma questão de prioridades de funcionalidades levemente diferente, com pessoas pretendendo colocar tudo lá, de qualquer modo.
Isso assume, é claro, que o hard fork ocorra. Nós ainda não estamos lá. Não tenha o sucesso como garantido; muitos projetos falharam por terem o sucesso como garantido.
(Eu também gostaria de saudar Jonathan Toomim por não participar do racha, e ao invés disso se focar em solucionar o problema para a aceitação da maioria das pessoas. MVP reais aqui.)
Alguns conselhos para o Core e apoiadores
É fácil sentir ressentimento nesse estágio, ter feito tanto trabalho duro e escrito tanto código de alta qualidade e ainda receber uma tempestade de merda por isso. Quando eu estava liderando o Partido Pirata Sueco no Parlamento Europeu, fui gradualmente me acostumando em receber uma barragem de granadas de críticas por tudo que eu fazia e pelo que não fazia, todos os dias, começando com quando eu havia ou não me levantado da cama pela manhã.
É muito difícil explicar o que isso faz à sua psique para alguém que não tenha passado por isso. Imagine que todo mundo está lá fora para pegar você, todos os dias, e lhe dando um esporro alto, o culpando por tudo, desde a laranja ser redonda até a má interpretação por um Mongol sobre o que você disse três anos atrás.
Não estou exagerando quando eu digo que as pessoas provavelmente poderiam piscar os olhos e irem usar camisas de força por muito menos.
Mas o ponto crucial quando se está numa posição de liderança é que, receber críticas por absolutamente tudo, é manter sua habilidade para classificar as críticas mais relevantes das dos motoristas no banco de trás, que fazem a vida de reclamar mas não contribuir. Você também tem que confiar em sua bússola interna da visão que você quer alcançar.
Do que eu posso dizer, o Core cometeu o erro comum, mas crucial, de se isolar da comunidade e assumir a posição de expert quando todo mundo mais está confiando nessa bússola interna sobre críticas externas, onde o Core está de alguma forma certo por definição – o desenvolvimento ocorre da forma quiser, ponto. Isso é muito perigoso para qualquer projeto open source / software livre. Outras pessoas são tão inteligentes quanto e podem ter experiência e habilidade consideráveis para avaliar as alegações feitas, e elas deveriam, não, devem ser seriamente levadas em consideração.
Para ilustrar apenas um ponto, vamos dar uma olhada aqui na solução de escala do Core, Segregated Witness.
Quando aplico minha experiência não-trivial em programação e design de sistemas – eu comecei a programar 37 anos atrás – eu vejo essas duas opções para escalar o bitcoin em curto prazo:
OPÇÃO UM – Mudar o limite do blocksize, aumentando para dois megabytes. Uma linha de código para a constante, aproximadamente dez LOCs para ativação do trigger lógico. Requer o upgrade de uma maioria de softwares de servidores.
OPÇÃO DOIS – Introduzir Segwit. Aproximadamente 500 linhas de código novo, dos quais pelo menos 100 no código hipersensível de consenso. Requer o upgrade da maioria dos softwares de servidores e todos os clientes/softwares de wallet e hardware de cliente/carteira, especialmente aqueles que precisam pagar dinheiro por um endereço arbitrário (como o Segwit apresenta um novo tipo de endereço que tanto o remetente quanto o destinatário devem lidar).
Quando os proponentes da escalabilidade do Core me dizem que a Opção Dois aqui é melhor porque é mais segura e tentam me fazer compreender essa afirmação, ou eu sou completamente insano ou a declaração é equivalente a “preto é branco e em cima é em baixo”. Não é somente contra toda a experiência em gerenciamento de risco em engenharia de software, é algo que vai tão longe que não reflete mais a luz do sol.
Quando eu tento entender mais e desafio a asserção de que a Opção Dois é mais segura – sobre o que devo dizer que são fundamentos muito bons – me é dito que eu deveria deixar o design para os experts e que eu não entendo o suficiente da complexa máquina que é o bitcoin. Eu sei, eu sou capaz de aprender complexidades, mas eu sou firmemente dito para nem tentar.
Essa não é a forma como teve sucesso em manter a comunidade. Isso não é como você quer fazer com que as pessoas usem seu código.
É claro, as pessoas são livres para rodarem quaisquer códigos que gostem. Mas as verificadas e balanços em uma comunidade de código aberto é simples: se a liderança por um projeto constrói algo diferente do que as pessoas querem rodar, elas irão rodar alguma outra coisa. É, portanto, do interesse da liderança escutar que software a maioria da comunidade quer usar. Esses interesses que competem fornecem as verificações e balanços.
Agora, eu entendo as complexidades de uma transferência de bloco vezes através do firewall chinês e que testes preliminares indicam que um full node típico está saturado com um bloco de 32 megabytes. Todavia, nenhum desses limites será alcançado por esse escalamento em particular. Também, quando indo por uma senda como essa, você trabalha em um problema por vez, resolve um gargalo por vez. As pessoas vêm sinalizando pela necessidade de aumentar o blocksize por... eu não tenho as datas aqui em mãos, mas deve ser por boa parte do ano, se não mais. Mais adiante no caminho, escalar a capacidade dos nodes pode ser feito de uma série de formas, desde GPUzar ECDSA para hardware especializado, mas isso não é o gargalo iminente.
Quando tal enorme quantidade de dados cruciais (na necessidade de aumentar o limite do blocksize) é ignorado, isso é feito sob o perigo do projeto.
As pessoas na comunidade bitcoin são geeks inteligentes, capazes de inalar quantidades absurdas de informação e cruzar referências entre todas elas. Se você é incapaz de explicar por que sua solução é melhor do que outra proposta, as pessoas ficarão extremamente insatisfeitas com a resposta “porque somos experts” – pois você deve assumir que outras pessoas na comunidade, em caso geral, são pelo menos tão inteligentes ou mais do que você é. É até mesmo possível que se você não puder explicar sua solução para uma mente aberta e inteligente, ela não seja uma boa solução.
Finalmente, algumas reflexões pessoais Infelizmente, eu acredito que o desenvolvimento do bitcoin perdeu o tato com necessidades de larga-escala durante o ano passado. No momento, há três casos de uso que todas as novas funcionalidades deveriam buscar melhorar:
Transferência de Remessa (Remittance): O ato de enviar dinheiro entre indivíduos em países diferentes.
Substituição de cartões de crédito: das perspectivas de tanto o pagador quanto do comerciante (dois casos de uso diferentes). Isso significa que um pagamento deve ser instantâneo, fácil, e muito mais barato do que uma operação via cartão de crédito. Esses três casos de uso diferentes devem ser frontal esquerda, direita e centro quando fazendo qualquer design na rede blockchain, até onde sei. Eles também reforçam a cada um quando fundos recebidos por remittance não tem que ser convertido em fiat para ser usado na compra de algo.
Se não houver lucro a ser feito no uso do bitcoin como substituto de pagamentos via cartão de crédito, bitcoin não será usado em escala. Desdobramento e ultrapassar sistemas legacy dependem inteiramente de ganhos financeiros na comercialização. A história começa e termina com essa observação.
É por isso que estou preocupado quando olho as características do 0.12. Não vejo nenhuma funcionalidade tendo como alvo algum desses três casos de uso. Fato é, eu vejo pelo menos uma funcionalidade degradando severamente a capacidade de substituir os cartões de crédito – RBF – e a falta de escalabilidade colocando em risco severamente, para não dizer removendo definitivamente, a lucratividade em substituir os cartões de crédito.
O que eu vejo, ao invés disso, é a engenharia pela engenharia. A pergunta de “quem é o cliente?” parece ter se perdido no processo. Enquanto é discutível que não haja clientes em um projeto open-source, de qualquer forma há uma importância em compreender onde os pinos da bola de boliche estão para uma tecnologia disruptiva como essa – e certamente não é no tempo de inicialização de um novo node. Eu argumentaria que, ao invés disso, os pinos da bola de boliche são os três casos de uso que listei acima, e adoraria ver um foco mais forte em casos de uso tangíveis indo em frente mesmo se as pessoas discordarem com minhas escolhas de casos.
Para o alto e avante. O bitcoin irá se recuperar e continuar.
Vamos todos aprender com essa experiência.
submitted by criptonauta to oBitcoin [link] [comments]

Tudo sobre o Bitcoin: a história, os usos e a política por trás da moeda forte digital *Gizmodo*

Fonte Gizmodo
Em abril de 2013, visitei um prédio ocupado em Londres e fui apresentado a um grupo de ativistas políticos e hackers que trabalham para transformar a maneira como entendemos e usamos o dinheiro, visando uma reestruturação do próprio sistema financeiro e a criação de uma nova organização econômica. Formado por jovens que se conheceram no Occupy London (protesto que ocupou as imediações da catedral de St. Paul’s entre outubro de 2011 e junho de 2012), o squat fica no coração da cidade, bem próximo ao centro bancário, e se tornou o ponto de encontro informal da comunidade interessada em bitcoins e em criptomoedas na capital inglesa. Lá ouvi sobre os esforços daqueles que estão criando o ecossistema da primeira moeda digital, descentralizada, anônima e instantânea do mundo – o Bitcoin (BTC) – e como o conceito lançado por ela pode libertar o dinheiro e dar mais poder às pessoas para gerenciar suas finanças.
Era insólito ser apresentado a uma utopia com tamanho potencial transformador para a economia em um ambiente como aquele – um edifício comercial gigantesco e quase deserto, ainda com luzes e água funcionando, paredes inteiramente grafitadas e alguns gatos pingados espalhados pelas salas. “Bitcoin é um sistema econômico alternativo que usa moedas digitais e que se auto-regula com base em um sistema de mineração informatizado, criptografia de chave pública e um arquivo que registra todas as transações feitas. É uma solução para o futuro do dinheiro digital”, me explicou Amir Taaki, programador inglês que se envolveu com o sistema nos seus primórdios e era meu contato no local. De moicano em riste e vivendo apenas com o que cabe em uma mala, Taaki parecia um mensageiro improvável para a mais recente novidade econômica. Mas as aparências enganam – ele aprimorou partes do código, fundou dois câmbios e uma consultoria sobre o tema e é o organizador de uma conferência que chega à sua segunda edição em novembro deste ano.
Apesar de ainda viver seus primeiros dias e contar com um caráter experimental, a moeda vem crescendo e apresentando uma série de vantagens teóricas em relação ao sistema bancário tradicional – transferências de pessoa a pessoa sem o intermédio de bancos ou regulação central, taxas menores, abertura fácil de contas e poucos pré-requisitos para começar. Reunindo um grupo de interessados na moeda, o ambiente estava elétrico naquela noite, movido principalmente pela alta histórica da moeda hacker. Em tempos de crises como a do Chipre, onde o governo ameaçava confiscar uma parte das economias bancárias da população e usá-la para pagar a dívida de bancos, a ideia de uma moeda descentralizada e livre das garras do sistema financeiro e político ganha um interesse ainda maior.
Diversas empresas já tornam possível comprar uma grande variedade de itens com bitcoins – uma nova leva de startups já vende legalmente casas, computadores, guitarras e pizzas em troca da criptomoeda, que também pode ser trocada por prata ou ouro em câmbios especializados. Com a maior atenção da mídia para o assunto, algumas companhias de tecnologia também se equiparam para receber pagamentos em Bitcoin – WordPress, Mega e Reddit entre elas. Atualmente, a maioria das companhias aceitando bitcoins são digitais, mas alguns (poucos) locais físicos despertam para o crescente mercado. Hoje, a moeda flutua pelo mundo digital. Mas grandes cidades já se adaptam à nova economia, e Berlim já oferece cafés, bares, restaurantes e lojas de discos que aceitam bitcoins.
Estipula-se que a experiência do Chipre e a má situação da economia espanhola aumentaram a demanda por bitcoins e foram dois fatores decisivos para a impressionante alta do valor das moedas em 2013 – durante o mês de abril, cada moeda chegou a valer US$ 266. Alguns dos que estavam reunidos comigo naquele squat puderam se tornar milionários com a atualização nos valores, quase que da noite pro dia. Posteriormente, a economia teve uma queda motivada por ataques a um site de câmbio e hoje cada bitcoin vale US$ 120, ainda assim um valor alto se pensarmos que em janeiro 1 BTC saia por US$ 13,50.
A alta no preço das moedas reflete uma maior demanda por elas, que são limitadas. Tal procura pode ser motivada por diversos fatores (maior exposição na imprensa, incerteza econômica em países europeus ou mero faro de que aquele projeto poderia se valorizar). Já a ‘quebra’ subsequente parece ter sido arquitetada, com o Mt. Gox (maior câmbio de bitcoins) tendo sofrido uma série de ataques DDoS que tinham como objetivo justamente a desestabilização do seu serviço e a queda do valor das bitcoins, que puderam ser readquiridas por muito menos e, com o decorrer do tempo, passaram a crescer novamente. Por ser puramente digital, o Bitcoin sofre de ameaças digitais: atualmente, um DDoS pode balançar a economia.
Se para alguns se trata apenas de uma bolha e um esquema para que os usuários antigos ganhem em cima dos novos, outros enxergam no conceito “a ideia mais perigosa da internet” e um potencial para revolucionar o sistema financeiro e criar uma economia paralela, gerida para e por pessoas. O protocolo do dinheiro eletrônico peer-to-peer não depende da confiança em uma autoridade monetária central e permite transações semi-anônimas e quase livres de impostos e taxas, mesmo no caso de envios para o exterior. Em poucos segundos é possível transferir dinheiro para o outro lado do planeta, de uma pessoa para outra, sem a intermediação de bancos ou regulações governamentais. Pode parecer exagero, mas os defensores do Bitcoin defendem que o impacto social e econômico do projeto pode ser comparável ou até maior do que o da própria internet. O objetivo último é transformar a maneira como enxergarmos o que é dinheiro e os canais pelos quais ele é escoado. A ideia é potencialmente disruptiva – em uma sociedade que se organizasse em torno de um conceito financeiro como esse, não existiriam fronteiras ou intermediários entre você e seu capital, e ninguém teria a chave-mestra para a sua conta ou decidiria para quem pode ou não transferir dinheiro. Ao mesmo tempo, ninguém se responsabilizaria no caso de desvios ou problemas quaisquer, assim como nada garante que o valor da moeda se mantenha.
Bitcoins são mais ou menos como o ouro. Como o metal precioso, elas têm que ser ‘garimpadas’ na internet através de usuários de uma aplicação gratuita que libera bitcoins em troca de um esforço computacional na resolução de problemas matemáticos complexos, que ajudam a verificar e divulgar todas as transações. A rede possui um banco de dados que se expande em blocos, que são gerados mais ou menos a cada dez minutos e que contêm todas as transações realizadas – mantendo a privacidade dos usuários, as trocas ficam abertas e podem ser checadas. Trata-se de uma medida de segurança que visa impedir que uma bitcoin seja gasta duas vezes. Com cada bloco sendo gerado com base no anterior, é impossível corromper o sistema e inserir moedas ou transações falsas.
O ‘garimpo’ se dá de forma que a quantidade de fundos disponibilizada é ajustada em uma crescente previsível e controlada – apenas 21 milhões de bitcoins serão criadas, com uma escala pré-definida sobre a liberação delas até 2040 – tudo isso para evitar a versão digital do “basta imprimir mais dinheiro, oras”. Os mineradores são responsáveis por adicionar ‘blocos’ de transações na rede, ganhando por isso uma recompensa em bitcoins. Tecnicamente, qualquer um pode se tornar um minerador e ganhar bitcoins, mas com o tempo os problemas se tornam mais difíceis e apenas equipamentos especializados e de alta capacidade podem ajudar a resolvê-los. Supercomputadores são usados para isso, e assumem o posto de perfuradoras digitais. Hoje em dia, o equipamento para mineração já evoluiu para caros sistemas computacionais adaptados para competir por novas bitcoins, e já é bem difícil que um novato entre no jogo. Da escassez nasce o valor do Bitcoin – assim como o ouro, a demanda é limitada e o esforço para consegui-lo é cada vez maior.
Alguns dias depois do encontro com a comunidade Bitcoin em Londres, adquiri minhas primeiras moedas e comecei a pesquisar como tudo isso funcionava na prática. Adquirir a moeda é relativamente simples, mas todo o processo e suas diferenças para o sistema bancário tradicional podem afastar o leigo. Para quem não tem os conhecimentos técnicos necessários ou o interesse para iniciar uma operação de mineração, pode-se conseguir bitcoins ao vender serviços ou bens e cobrar na moeda, comprá-las de alguém (existem inúmeros sites para isso, como o LocalBitcoins) ou trocar euros ou dólares em câmbios especializados, sendo o maior deles o Mt.Gox, empresa japonesa que processa quase 80% das trocas. Com a popularização, novos e mais práticos meios de receber bitcoins estão sendo desenvolvidos, empresários já trabalham em caixas eletrônicos e também já existe uma versão física do dinheiro eletrônico.
Ao adquirir bitcoins, as moedas ficam arquivadas em uma ‘carteira digital’ no seu computador na forma de códigos de 64 caracteres cada. Uma das maneiras mais simples de consegui-las é com o uso de um processador de pagamentos como o BitInstant, onde você deposita dinheiro e, ao pagar uma pequena taxa, recebe o valor depositado em BTC na sua carteira digital (Bitcoin-QT ou Coinbase são boas opções). Através do programa, é possível arquivar moedas e também mandar e receber de outros, mas vale fazer um adendo: tome cuidado ao escolher as empresas ou pessoas com quem fará negócio em BTC, já que as transações são irreversíveis e a única opção no caso de algum engano é esperar que o outro lado da linha devolva os seus fundos. Se você decidir se aventurar no mundo BTC, também aconselho a leitura mais detalhada dos diversos meios para garantir a segurança da sua carteira.
Para fazer uma transferência, basta declarar a quantia através do programa escolhido, assinar digitalmente com a chave privada dada a cada endereço e digitar também o código daquele que recebe. A transação é então verificada pelos mineradores que, se aceitarem o procedimento, gravam os registros e distribuem por toda a rede. A partir desse momento, o dinheiro já está em posse da outra pessoa, como saldo disponível em sua ‘carteira digital’. Aqui, o minerador funciona como intermediário, mas nunca como regulador da moeda.
Com moedas em caixa e entendendo melhor como tudo isso se dá no mundo real, hora de explorar as origens e o potencial da moeda hacker.
O resto da Materia pode ser liga aqui http://gizmodo.uol.com.btudo-sobre-o-bitcoin/
Rafael Cabral tem 25 anos e é um jornalista interessado na intersecção entre internet e política. Iniciou sua carreira como repórter do caderno Link, n’O Estado de S. Paulo, e desde então já publicou matérias em diversos meios, quase sempre relacionadas a tecnologia. No último ano esteve flanando por Londres, onde conheceu a galerinha maneira do Bitcoin
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